Video de EAD

abril 24, 2009 at 1:40 pm (Uncategorized)

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Enquete de Aceitação

abril 23, 2009 at 10:19 pm (Uncategorized)

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Um em cada 73 brasileiros estuda a distância

abril 23, 2009 at 10:06 pm (EAD)

Cursos voltados para profissionalização por EAD crescem e motivam projetos nacionais.

               Mais de 2,5 milhões de brasileiros estudaram em cursos com metodologias a distância no ano de 2007, segundo levantamento feito pelo Anuário Brasileiro Estatístico de Educação Aberta e a Distância (AbraEAD), em sua edição 2008. A pesquisa inclui não só os alunos em cursos de instituições credenciadas pelo Sistema de Ensino, mas também grandes projetos de importância regional ou nacional, como os da Fundação Bradesco, Fundação Roberto Marinho e os do Grupo S (Sesi, Senai, Senac, Sebrae etc)

               Segundo o anuário, nota-se no ano de 2007 um grande crescimento nos projetos voltado para a educação técnica a distância. A publicação cita dois exemplos de grandes projetos implantados recentemente que demonstram esta tendência e ampliam as vagas a distância nesta modalidade de ensino. Um deles é um projeto público, a Escola Técnica Aberta do Brasil (e-TEC), lançado pelo Ministério da Educação com o objetivo de prover alunos do ensino médio de laboratórios e cursos voltados para a iniciação em diversas carreiras, o que inclui parcerias com a iniciativa privada. Já em 2008, o e-TEC pretende oferecer 50 mil vagas em 147 cursos de educação profissional. Já conta com 288 pólos, segundo o MEC, e pretende chegar a mil pólos em quatro anos. O outro projeto citado é privado, feito em conjunto com o governo estadual de São Paulo. Trata-se do Telecurso TEC, uma parceria da Fundação Roberto Marinho com o Centro Paula Souza, instituição do governo paulista para a formação profissionalizante, que tem uma família de cursos para serem aplicados a distância. O Telecurso TEC já mantém três cursos (Gestão de Pequenas Empresas, Administração empresarial e Secretariado).  Seu público-alvo são as mais de cem mil empresas de administração do estado de São Paulo.

               A pulicação também destaca o crescimento do número de brasileiros educados dentro das próprias empresas onde trabalham. Foram 582.985 pessoas em 2007. Nas pesquisa realizada junto a empresas que praticam educação corporativa a distância, foram encontrados algumas modalidade novas de educação corporativa, como a que educa consumidores dos produtos das empresas. É o caso da Sabesp, empresa de saneamento básico de São Paulo, que promove cursos sobre como evitar o desperdício no consumo de água.

 

FONTE: as próprias instituições citadas e AbraEAD/2008.
* Não foi incluído o projeto Mídias na Educação (20 mil alunos) já que estes foram informados pelas instituições de ensino na pesquisa AbraEAD, citada em outro item da tabela.
** Três projetos realizados em conjunto com o MEC foram incluídos na lista de alunos apresentada pelo Seed/MEC

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Os números da EAD – Primeiro Anuário Nacional Estatístico

abril 23, 2009 at 10:00 pm (EAD)

Mais de um milhão de pessoas concluíram curso a distância em 2004 

 Durante o seminário está sendo lançado o Anuário Nacional Estatístico de Educação Aberta e a Distância (ANAED). A edição pode ser vista como um balanço neste ano em que se comemoram os 100 anos de EAD no Brasil. O primeiro “curso” a distância do qual se tem notícia foi veiculado em páginas de jornais no Rio de Janeiro, justamente há um século. Aliás, a ABED está reunindo informações sobre cursos de EAD do passado para ter um levantamento exato do que já foi realizado a fim de apresentar como comemoração ao centenário. Informações podem ser enviadas para a ABED. Segundo Fábio Sanchez, da companhia Baú de Idéias, 1.137.908 alunos se formaram através de Educação a Distância em diferentes níveis. Destes, 309.957 em formação do Básico até Pós-Graduação (em 166 instituições cadastradas), 393.442 em Telecurso 2000 e 132.223 participaram de cursos de formação de professores e reforço escolar só no estado de São Paulo. O SENAC e o SESI formaram em 2004 mais de 48 mil em cursos profissionalizantes. Levando-se em conta apenas as 166 instituições cadastradas formalmente no Brasil, no Sudeste estão 53% dos alunos e 54% das instituições de EAD do país. É seguido pela região Sul, com 17% e 37% respectivamente. Depois vem o Nordeste, com 18,7% e 6% , o Centro-oeste, com 7,6% e 11,4% e, por último, a região Norte, com 3,7% e 6,6%. A mídia mais usada pelas instituições ainda é a impressa (84%), e-learning (63%), CD-ROM (56%), vídeo (39%), TV (23%), rádio (3%) e outros (18%). O auxílio mais oferecido como suporte aos alunos é o e-mail (66%), telefone (82%), professor presencial (76%), professor online (66%), fax (58%), carta (50%), reunião presencial (45%) e reunião virtual (44%).

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Visão sobre ensino a distância

abril 23, 2009 at 1:06 am (EAD)

 Esse sistema de ensino possibilita o acesso aos melhores cursos de graduação do país, por meio da tecnologia de transmissão via satélite.
· O aluno assiste às aulas (ao vivo) através de um telão, no CENTRO ASSOCIADO (telessala) de sua cidade e pode interagir também ao vivo pelo telefone DDG, e-mail ou fax. Os cursos ofertados pela nossa Instituição de Ensino, na MODALIDADE A DISTÂNCIA, são autorizados pelo MEC para serem ministrados com aulas ao vivo, transmitidas via satélite, uma vez por semana no endereço do Centro Associado em que você estiver matriculado.
· O Centro Associado (também denominado de telessala) é o parceiro que oferece os cursos desenvolvidos pela FACINTER e FATEC INTERNACIONAL na sua região. Os Centros Associados na sua maioria estão localizados em Instituições de Ensino, escolas de educação fundamental e média.
· Atualmente possuímos cerca de 500 Centros Associados (A sede do GRUPO UNINTER está localizada na cidade de Curitiba-PR)
· A presença na telessala para assistir as aulas é obrigatória, as provas são presenciais. As aulas não são transmitidas via web.
· Os cursos possuem atividades supervisionadas com o acompanhamento da tutoria local.
· Possuem material didático, um livro por disciplina (valor incluso na mensalidade) e também textos complementares por disciplina que são disponibilizados pelo professor no PORTAL DO ALUNO.
Porque fazer um curso na modaçlidade a distância?
Pesquisas desenvolvidas junto a diversas pessoas matriculadas em cursos ofertados na modalidade EAD nos permitem levantar as razões alegadas que justificam a adoção dessa opção.
Ela facilita a formação de pessoas que pelas mais diversas razões profissionais, pessoais, por residirem em locais sem acesso a centros educacionais, que tenham pendências com a sociedade ou apresentem problemas de deficiência física, não podem freqüentar os ambientes acadêmicos presenciais.
Permite conjugar os estudos com as atividades profissionais ou sociais às quais a pessoa está obrigada.
Apresenta uma variada gama de cursos ofertados, atendendo diversas áreas tais como estudos independentes, estudos de formação complementar, estudos técnicos, estudos em áreas tecnológicas, graduação e pós-graduação, com acesso facilitado e custos menores que aqueles praticados nos ambientes presenciais.
Permite que os estudantes escolham estudos mais diretamente relacionados com sua formação profissional e preocupações. O estudante pode escolher aqueles que mais se aproximam da experiência adquirida durante o desenvolvimento de suas tarefas profissionais ou sociais.
Permite ao estudante escolher onde, quando e como estudar. E, em alguns casos de cursos de currículo aberto, o aluno pode escolher também o que deseja estudar, obtendo uma formação mais eclética.
Permite ao estudante o planejamento de sua formação ao longo do tempo, não estando sujeito à rigidez dos currículos propostos nos ambientes acadêmicos tradicionais.
O estudante pode escolher os meios através dos quais irá receber os materiais (caso a instituição escolhida efetue a oferta destes materiais em multimeios).
Possibilita o trabalho em ambientes de aprendizagem colaborativa onde a responsabilidade do estudante frente ao seu grupo de trabalho e a utilização de seu conhecimento prévio como parte de valor no processo educacional do grupo, faz com que a sua motivação seja constante.
Permite atendimento personalizado (em alguns modelos e propostas) através de atividades tutoriais e a adaptabilidade dos planos de estudo às características individuais de cada um.
Podemos observar que a clientela dos estudantes que procuram cursos ofertados na modalidade da educação a distância difere daquela que busca os cursos tradicionais. Nesse ponto nos interessa apontar para as considerações de Otto Peters (2001) que considera como características básicas da EAD:
Alunos adultos que dispõem uma experiência de vida maior e, desta forma, encaram os estudos de uma forma diversa que aqueles que estão iniciando a vida acadêmica;
Alunos que trazem para o ambiente de estudo, experiências profissionais que influenciam no modo como eles irão estudar.
Somente podem desenvolver os estudos de forma concomitante com suas atividades profissionais.
Impedimentos diversos de freqüentar os ambientes acadêmicos tradicionais;
Muitos são originários de ambientes onde não lhes foi dada a possibilidade de desenvolverem seus estudos acadêmicos.
Grande parcela é formada por pessoas em ascensão e que necessitam completar seus estudos elevando seu status social ou profissional;
Há também o grupo formado por pessoas com uma idade mais avançada e que estão tendo o que pode ser considerada a última chance de completar sua formação;
Existem ainda aquelas pessoas que estão impedidas pelos seus afazeres pessoais como as donas de casa, presidiários, deficientes ou portadores de doenças e às quais não se pode negar o acesso à educação.
Um aspecto interessante é que a educação à distância, devido às características citadas acima, é utilizada no interesse do governo em atender numerosos grupos de pessoas visando diminuir os processos de exclusão social e atendendo grandes contingentes que não podem freqüentar os ambientes acadêmicos tradicionais.
Outro fator que pode ser considerado como um dos causadores da emergência com que está sendo encarada a educação a distância na atualidade é a falha estrutural das instituições tradicionais de ensino. Elas não estão preparadas para enfrentar a alta demanda gerada pelos fatores apontados anteriormente.
Jovens em início de formação ainda não estão habituados nem apresentam a motivação necessária para desenvolver atividades de auto-estudo ou estudo independente que é característico dessa modalidade educacional.
Estamos vivendo o primeiro degrau de uma revolução. O mundo está mudando porque as pessoas estão tendo acesso ao conhecimento e à informação como nunca tiveram antes. O que estudantes, profissionais e demais pessoas estão buscando é um conteúdo de qualidade, disponibilizado de forma simples e que possa ser acessado rapidamente.
Leonardo Rebés Augustin Montenegro

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Ensino a Distância

abril 23, 2009 at 1:04 am (EAD)

Importante saber alguns números sobre a educação no Brasil.

Um número cada vez maior de brasileiros chega ao ensino superior, porém menos da metade consegue concluir.

No ensino a distância os números são mais expressivos:

Fica claro um forte crescimento do ensino a distância no Brasil. Hoje o ensino a distância é uma realidade em todo o mundo, países como Japão e Estados Unidos utilizam essa modalidade de ensino amplamente.
No Brasil, vamos conseguir corrigir um déficit na educação graças ao EAD, pois possibilita qualificação a pessoas que não tem acesso ao ensino, seja pelo tempo ou localização.
O que temos que trabalhar é no combate a evasão. Em 2006 apenas 5,8% conseguiram completar o curso. Alguns fatores colaboram para esses índices:
O EAD, apesar da carga horária menor que cursos presenciais, necessita de um tempo extra maior para os estudos.
O aluno não está preparado para o ead. Um aluno de ensino a distância precisa aprender a buscar conhecimentos. Recebemos muitos alunos “preguiçosos”, com vícios do ensino fundamental.
Na relidade, a chave dessa questão está na postura do aluno, no ensino presencial o aluno é um sujeito passivo, pois recebe informações e uma atenção maior dos professores, enquanto que no Ead o aluno se torna agente ativo, pois recebe maiores obrigações. Se não entendeu a matéria, ficou com dúvidas, o estudande tem que procurar soluções, correr atrás.
O que temos é uma forte tendência, o que buscamos é uma adaptação mais tranquila ao aluno.
Hoje no Brasil apenas 18% dos jovens estão matriculados no ensino superior. A previsão para 2010 segundo o MEC, é que esse número passe para 30%. Será impossível essa situação sem o ensino a distância.

Fonte: MEC

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Curiosidades

abril 23, 2009 at 1:01 am (EAD)

Hoje no Brasil somos 1 milhão de alunos nessa modalidade, gerando mais de 1 bilhão de reais no ano de faturamento, é sem dúvida um mercado em ascenssão no país.

Vamos conhecer alguns números:

Número de Alunos:
2004 – 310000
2007 – 973000

Instituições Credenciadas pelo MEC:
2004 – 166
2007 – 257

Valor Movimentado (em milhões de reais)
2004 – 470
2007 – 1500

(fonte MEC)

As maiores instituições do país:

1º EADCON-UNITINS(TO) E FAEL(PR) – 140000 alunos

2º UNIVERSIDADE NORTE DO PARANÁ(PR) – 125000 alunos

3º UNIVERSIDADE LUTERANA DO BRASIL(RS) – 91000 alunos

4º UNINTER-FACINTER(PR) E FATEC(PR) – 80000 alunos

5º FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS(BA) – 50000 alunos

(dados de 2009 – fonte escolas)

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ESTUDOS SOBRE O ENSINO A DISTÂNCIA NO BRASIL E NO MUNDO

abril 19, 2009 at 3:05 pm (EAD)

Ensino a Distância (EAD) – Prof. Elias Celso Galvêas

A Transmissão do Conhecimento sem Fronteiras.

“No mundo atual em que se fala de globalização, não só econômica, mas também cultural e educacional, o ensino a distância, na sua dupla vertente tradicional e virtual (ou e-learning), apresenta-se como o ensino do futuro e para um futuro que se perspectiva de grande investimento na educação ao longo da vida, centrada no aprendiz e em que o docente é mais um orientador de percursos de aprendizagens auto geridas por cada um dos estudantes, do que um professor ex cathedra perante uma turma de estudantes que o seguem. É, por isto, que o ensino a distância se distingue do ensino presencial: pela sua flexibilidade curricular, pela existência de módulos creditáveis – quer estejam integrados num curso de graduação ou de pós-graduação, quer disponibilizados em disciplinas singulares”.

_____Maria José Ferro Tavares – Universidade Aberta de Portugal (EAD)

Uma definição simples, direta e objetiva de Ensino a Distância (EAD) seria: modalidade de transmissão do conhecimento formal sem a intermediação física de um professor, num horário pré-determinado, dentro de um ambiente específico que seria a sala de aula. Segundo a definição do próprio Ministério da Educação e Educação: 

“Educação a Distância é uma forma de ensino que possibilita a auto-aprendizagem, com a mediação de recursos didáticos sistematicamente organizados, apresentados em diferentes suportes de informação, utilizados isoladamente ou combinados, e veiculados pelos diversos meios de comunicação” 
_______________________(Decreto 2.494, de 10.02.1998 – artigo I).

É interessante observar que a existência de modalidades não presenciais de ensino – ou “ensino à distância” – parece não ser uma estratégia de aprendizagem tão nova quanto imaginamos: os primeiros cursos por correspondência, a exemplo, existem desde o ano de 1904 – apesar da histórica resistência em se reconhecer e validar a certificação formal deste precioso meio de transmissão de saberes.

“No Brasil, desde a fundação do Instituto RádioMonitor, em 1939, e, depois, do Instituto Universal Brasileiro, em 1941, várias experiências foram iniciadas e levadas a termo com relativo sucesso (Guaranys; Castro, 1979, 18). Entretanto, em nossa cultura chama a atenção um traço constante nessa área: descontinuidade dos projetos, principalmente os governamentais. 

Entre as primeiras experiências de maior destaque encontra-se, certamente, a criação do Movimento de Educação de BaseMEB, cuja preocupação básica era alfabetizar e apoiar os primeiros passos da educação de milhares de jovens e adultos através das “escolas radiofônicas”, principalmente nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. Desde seus primeiros momentos, o MEB distinguiu-se pela utilização do rádio e montagem de uma perspectiva de sistema articulado de ensino com as classes populares. Porém, a repressão política que se seguiu ao golpe de 1964 desmantelou o projeto inicial, fazendo com que a proposta e os ideais de educação popular de massa daquela instituição fossem abandonados.” 
_________________________________Ivo Barros Nunes

Vivemos numa sociedade altamente tecnológica, onde a quantidade de conhecimentos acumulados pelo homem dobra a cada cinco anos em média – muito diferente do que acontecia há cem ou duzentos anos atrás.

Isto tende a gerar um ambiente multi-cultural, sem fronteiras e imprevisível, onde as certezas absolutas perderam sua razão de ser, bem como as antigas fórmulas lineares de resolução de problemas não mais se verificam com a exatidão tamanha com a qual se verificavam – num passado não muito distante. 

O novo panorama do mercado de trabalho mundial necessita de um novo tipo de trabalhador que tenha a capacidade de gerenciar informações e saberes de forma polivalente e interdisciplinar. Por um lado, este “novo trabalhador” não pode cair no erro de se especializar em uma área específica, tampouco ser um generalista dispersivo, teórico e contemplativo em relação aos processos que o cerca. 

O mercado de trabalho procura por trabalhadores polivalentes, especializados, qualificados, capazes, ao mesmo tempo, de conciliar naturalmente a teoria e a prática, bem como possuir uma visão sistêmica, sistematizada e crítica do conjunto de processos que permeiam suas práticas – em harmônica sincronia com as partes destes mesmos processos.

Em outras palavras, o mercado está à procura de um profissional que tenha consciência e percepção de que as partes – que compõem a totalidade do conjunto de processos de suas práticas – podem resultar em muito mais do que o somatório das mesmas: e isto requer o permanente desenvolvimento de habilidades especiais, como a capacidade criativa de combinar os inúmeros fatores dos quais dispõe, a fim de se tornar apto a resolver problemas com mais presteza e eficiência.

Certamente, todos estes fatores agregados contribuem – em maior o menor grau – para a composição da empregabilidade do trabalhador moderno. Na prática, em termos de habilidades, os pré-requisitos mínimos – atualmente exigidos pelo mercado de trabalho – para que o índice de empregabilidade de um indivíduo seja considerado aceitável pelo mercado, são os seguintes: 

I – Comunicar-se
· Ter autonomia e iniciativa para pesquisar sobre um determinado tema, tendo pleno domínio e entendimento no tocante à mensagem dos textos; 
· Escrever com precisão e clareza, de acordo com cada situação; 
· Escutar, assimilar e interpretar as informações, tanto faladas (ou sugeridas) quanto escritas; 
· Falar com desembaraço, organizando suas idéias; 
· Ter conhecimento de idiomas e de informática. 

II – Raciocinar matematicamente
· Saber fazer contas e estimativas sem ajuda de máquinas; 
· Ser capaz de interpretar gráficos e tabelas; 
· Saber usar a matemática para solucionar problemas práticos do dia-a-dia. 

III – Ser criativo ao resolver problemas e tomar decisões
· Usar sua capacidade de análise para entender os fatos; 
· Saber analisar informações e, assim, criar soluções e tomar as decisões necessárias; 
· Imaginar novas situações e novas soluções; 
· Buscar novas maneiras de aprender e novas formas de entender antigos problemas. 

IV – Saber lidar com diferentes situações
· Saber quais são seus conhecimentos, habilidades e aptidões ao programar seus objetivos; 
· Acreditar no seu valor (auto-estima positiva); 
· Saber lidar com suas emoções e com as dos outros; 
· Ser responsável pelas suas próprias tarefas (autogerenciamento); 
· Saber trabalhar em equipe; 
· Ser íntegro e conviver bem com as regras do trabalho. 

Todas estas habilidades devem ser desenvolvidas com o tempo, por meio de treinamentos permanentes. O EAD está presente nas empresas para promover treinamentos contínuos, sem a necessidade de deslocamento dos funcionários. E parece que, ao menos na esfera corporativa, a Educação à Distância já cumpre a importante missão de proliferar os mais variados saberes corporativos a seus funcionários, aonde quer que os mesmos se encontrem. 

” ´O indivíduo e o meio corporativo elaboram ambientes em que a troca do conhecimento faz decolar o crescimento profissional. A Internet é um importante aliado na busca por excelência´, afirmou Wilma Bulhões, da Assessoria Educacional (ASSEDUC) do SENAC Regional do Rio de Janeiro, durante o seminário E-Learning – Educação e Negócios na Era da Internet, realizado em parceria com a Internet business.

O e-learning – visto como uma das formas de se realizar Ensino a distância – é capaz de acrescentar as variáveis “flexibilidade”, “tempo” e “espaço” às tradicionais estratégias de aquisição, administração e gerenciamento da informação no ambiente corporativo. 

Ao mesmo tempo, a necessidade – cada vez maior – da geração de meios educacionais que proporcionem ambientes mais interativos ao usuário, bem como o novo panorama tecnológico que envolve complexas redes de relacionamentos (e tecnologias que se tornam rapidamente obsoletas), são fatores capazes de agregar novos valores, novas demandas que contribuem para a permanente e gradativa modificação no ambiente do EAD, bem como no perfil de seus usuários. Lembrem-se que, como já foi mencionado, o período médio de obsolescência dos processos tecnológicos está sendo, atualmente, de aproximadamente três anos e meio.

O mundo atual encontra-se em rápidas e profundas transformações. Como já foi mencionado, o total de saberes acumulados pelo homem não apenas está a dobrar, em média, a cada cinco anos: este mesmo conhecimento – especialmente os que envolvem processos de alta tecnologia (hoje em dia vitais para a nossa sobrevivência) – tendem a cair na obsolescência a cada três anos e meio, aproximadamente. E, na medida em que os incessantes avanços da tecnologia evoluem, a tendência é que estes espaços de tempo fiquem cada vez menores – o que fará com que o homem comum precise ser um verdadeiro mestre na “Teoria do Caos”, a fim de tentar antever as possíveis imprevisibilidades com as quais precisará lidar em um dado momento de sua vida.

Na verdade, inúmeros fatores contribuíram para a necessidade de expansão das modalidades de ensino a distância. Dentre os mais importantes fatores, podemos observar que, em linhas gerais, a explosão das inovações dos recursos tecnológicos do mundo moderno – inseridas num contexto onde o aleatório tende a prevalecer sobre os processos previsíveis e lineares – acabou por gerar um ambiente “caótico” (no sentido denotativo), onde a necessidade de proliferação de novas abordagens alternativas no tocante à transmissão do conhecimento passou a ser de eminente importância na composição da formação do indivíduo – especialmente para o mundo do trabalho. 

Portanto, a fim de iniciarmos nossas discussão sobre o EAD, existem algumas importantes questões a serem colocadas:

(1) Os modelos de transmissão de conhecimento – dos quais dispomos atualmente – estão sendo eficazes no sentido a conferir uma sólida e permanente formação ao indivíduo inserido dentro de um ambiente caótico como o descrito? Esta questão se abrange a formação do indivíduo como cidadão, como ser humano integral, bem como para o mercado de trabalho.

(2) No tocante à proliferação do conhecimento, as atuais estratégias de utilização das novas tecnologias estão sendo aplicadas de maneira justa e adequada? Caso positivo, justifique. Caso negativo, quais seriam as soluções mais viáveis a fim de minimizar os acidentes de percursos mais comuns?

(3) Qual o perfil geral dos alunos que procuram o EAD? A quem se destina a EAD atualmente? E a quem ela se destinará no futuro?

(4) Quais as vantagens e desvantagens do EAD em relação aos métodos regulares de transmissão do conhecimento? O que fazer para minimizar (ou mesmo eliminar) tais desvantagens?

(5) O que os professores devem fazer a fim de se adaptarem a este novo ambiente “caótico”? O professor precisará ser um Mestre em Informática? 
Saber operar e programar grandes plataformas e utilitários de EAD? 

(6) Qual o futuro da relação professor-aluno dentro de um ambiente de EAD e fora dele? 

Em linhas gerais, estas são as principais perguntas com as quais iremos trabalhar durante nossa leitura. Porém, não se tem a presunção de ter todas as respostas: muitas vezes, saber fazer a pergunta correta – na hora certa – é tão importante quanto elaborar uma resposta – por mais adequada que seja. 

Todavia, é interessante observar o seguinte: contrariando os atuais modelos de transmissão do saber – que ainda insistem em se autodenominar “modernos” – os novos modelos – dos quais o Ensino à Distância (EAD) faz parte – tendem a ser se firmar como abordagens mais democráticas, horizontais, flexíveis e dialéticas. Isto gera, portanto, um rompimento do monopólio do saber escolástico, acadêmico e formal, ou seja, a escola não é mais a detentora absoluta do saber, bem como o professor deixa de ser o único estandarte máximo do conhecimento humano. O espaço físico – bem como a presença física formal do indivíduo – deixar de ter a proeminência de outrora.

Na verdade, este novo ambiente – oriundo da utilização dos meios gerados pelos incessantes avanços tecnológicos -, acabará por acarretar novas estratégias metodológicas, bem como exigirá, igualmente – tanto dos professores, quanto dos alunos -, uma postura inteiramente renovada perante os processos de aquisição, proliferação e administração geral do conhecimento: por um lado, será exigido do aluno uma maior responsabilidade e autonomia no que diz respeito às suas estratégias peculiares de aquisição e gerenciamento de saberes. 

Todavia, a nova conjuntura confere a oportunidade do aluno seguir seu próprio caminho, ser o construtor e o maior responsável pela aquisição contínua do conhecimento que ele próprio julga necessário obter. O professor, no entanto, precisa se adequar às novas regras do jogo acadêmico, ou seja, precisa achar uma nova identidade, uma nova maneira e estratégia de readquirir sua importância – e este processo, naturalmente, não estará livre de estranhamentos iniciais, acidentes de percursos, erros, acertos, derrotas, 
vitórias, resistências, relutâncias, etc.

Na verdade, o papel do professor nas novas relações de aprendizagem – que estão se estabelecendo em ritmo acelerado – precisa adquirir uma identidade própria, com flexibilidade suficiente para se adaptar às novas demandas e incessantes transformações do atual mercado de trabalho – transformações estas que estão a surgir ritmo frenético, acelerado e imprevisível. 

Enfim, considerando os novos horizontes que se encontram, aos poucos, se delineando e tomando forma, precisamos realizar um esforço conjunto – permanente e sincrônico – a fim de conferir novos sentidos às práticas educativas, bem como realizar concomitantemente uma revisão profunda nos atuais processos de aquisição do conhecimento humano. 

Assim, se realmente buscamos meios de adaptar a educação aos meios tecnológicos disponíveis – e que se encontram incessantemente surgindo – devemos ser capazes de, primeiramente, criar novas diretrizes e práticas capazes de promover resignificações – profundas e relevantes – em nossos atuais processos e modelos de transmissão do conhecimento, bem como compreender e conferir flexibilidade às novas relações interpessoais que derivarão destas transformações originadas, por sua vez, da fusão de inúmeros fatores aleatórios e de difícil controle e previsibilidade. 

Este conjunto de novas abordagens estratégicas compõem um universo – de práticas, valores, conceitos, etc. – sempre pronto para ser desbravado. Não existem mais fórmulas mágicas ou receitas de bolo para lidar com fatos e elementos práticos ou teóricos. 

As novas regras que regem os processos de aquisição e proliferação dos saberes humanos estão permanentemente sendo constituídas e reconstruídas, de maneira mais democrática, interativa e dialética que de outrora.

Cabe, portanto, ao SENAC, bem como às demais Instituições Educacionais que pretendam lidar com Educação à Distância, buscar as melhores formas de se colocar em prática o melhor que a tecnologia atual pode nos proporcionar, tendo sempre em vista a flexibilidade e adaptabilidade dos processos, para que se evite a rápida obsolescência dos atuais processos, ou seja, uma maior atenção para que aquilo que é atualmente “novo” 
não se transforme – muito rapidamente – em “velho”. 

Afinal, parece que já chegou a hora de se definir limites para este mar de imprevisibilidade e insegurança que atualmente atravessamos – e deste caos, construirmos algo significativo, e, na medida do possível, “previsível” e “duradouro”. 

Professor Elias Celso Galvêas – SENAC – ARRJ.

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